O Edu já roubou um post meu (ok, roubou 1/2 post - o resto era o próprio comentário dele). Roubou com tanta delicadeza e bom humor, que eu adorei. É, eu sou vaidosa... E gosto de encontrar pessoas que às vezes, pelo menos um pouquinho, sentem como eu, pensam como eu. Ou que enxergam (nem sempre com os olhos) as coisas que eu penso e sinto, ainda que dentro delas as coisas aconteçam de outra maneira.
Hoje tinha um post novo da Laura. Adoro os posts novos da Laura, principalmente quando me enxergo neles. Este eu resolvi roubar.
O que nem sempre se mostra
Parece que o calor insuportável que nos assola tem causado uma criatividade não só em mim, mas em todas as leitoras que também não deram seus pitacos sobre o tema para o próximo post.
Eis que, no meio da tarde de hoje, me surge um comentário ótimo (infelizmente anônimo), mas um tanto enigmático:
"[...]Como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções. Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra” (Limite branco, Caio Fernando de Abreu)
Então é isso.
Momento vergonha própria: Nunca li Caio Fernando de Abreu a não ser em pequenas passagens que vislumbro em outros blogs pela internet (está ai Paulinha -www.sweetestperson.wordpress.com que sempre me presenteia com seus trechinhos), mas acho que, não é só emoções que há. Há, sobretudo, expectativas, vontades de moldar os desejos/sonhos/vontades do outro na medida das nossas.
Há o que somos e o que não mostramos.
Pode ser barango e a última coisa que eu queria era embarangar o trecho do Caio Fernando, mas é como diria (ou cantaria) Lulu Santos:
A música ai não é chique, não é cool, não é descolada. Só que eu não exijo nada disso de uma música. Aliás, quero apenas que ela fale diretamente ao meu coração.
Aliás, tenho essa mania. De ouvir músicas e falar:
- Nossa, eu amo essa música. Eu amo esta também. E essa!
Meu pai já reclamou: e qual você não ama?
Eu amo as letras, antes de tudo, porque acabo me identificando e pensando: então eu, com todas as minhas dúvidas e aflições, sou completamente normal?
Voltando ao Lulu Santos, esta música já embalou muitas reflexões da minha vida. Um amor tão grande, mas tão grande, uma paixão tão louca e desenfreada, que não pode ser dita senão com olhares. E com não dizeres. Em que o outro não te dá trela, não te dá pistas, não te dá retorno. Não, ele não responde seus emails, não retorna suas ligações, mas te olha. E isso, às vezes basta.
Desculpe-me, Caio Fernando, mas o que somos, uma hora se mostra. Num escape qualquer, a gente se mostra. Talvez não pelo dito, pelo berrado. Mas pelo que sugerimos, pelo que contemos e que represamos.
Um abraço que vale por mil beijos.
Um encontro de olhares no meio de uma multidão.
Cada um com seu acompanhante, sabendo que não há esperanças de que aquele sentimento um dia se consume, muito embora consuma suas noites de sono.
Conheço muitas pessoas que vivem grandes amores platônicos. Por motivos vários. Pode até parecer fraqueza. Pois que seja fraqueza então.
Fraqueza de sair de um relacionamento de anos, com uma mão na frente e outra atrás. Fraqueza de não querer ouvir um não como resposta. Fraqueza de correr o risco.
Pode não ser fraqueza também. Pode ser força de ponderar consequências e inconsequências. De pesar o valor das coisas, o risco das atitudes impensadas.
Suspiro.
Desculpem-me bonitonas, mas acho que algumas coisas escritas são tão acertadas, que tudo o que eu disser será superficial. Acho que preciso mesmo ler Caio Fernando.
Aproveito também pra roubar um outro post, de outro blog que eu adoro: Para Francisco, da Cris Guerra.
Hoje tinha um post novo da Laura. Adoro os posts novos da Laura, principalmente quando me enxergo neles. Este eu resolvi roubar.
O que nem sempre se mostra
Parece que o calor insuportável que nos assola tem causado uma criatividade não só em mim, mas em todas as leitoras que também não deram seus pitacos sobre o tema para o próximo post.
Eis que, no meio da tarde de hoje, me surge um comentário ótimo (infelizmente anônimo), mas um tanto enigmático:
"[...]Como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções. Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra” (Limite branco, Caio Fernando de Abreu)
Então é isso.
Momento vergonha própria: Nunca li Caio Fernando de Abreu a não ser em pequenas passagens que vislumbro em outros blogs pela internet (está ai Paulinha -www.sweetestperson.wordpress.com que sempre me presenteia com seus trechinhos), mas acho que, não é só emoções que há. Há, sobretudo, expectativas, vontades de moldar os desejos/sonhos/vontades do outro na medida das nossas.
Há o que somos e o que não mostramos.
Pode ser barango e a última coisa que eu queria era embarangar o trecho do Caio Fernando, mas é como diria (ou cantaria) Lulu Santos:
A música ai não é chique, não é cool, não é descolada. Só que eu não exijo nada disso de uma música. Aliás, quero apenas que ela fale diretamente ao meu coração.
Aliás, tenho essa mania. De ouvir músicas e falar:
- Nossa, eu amo essa música. Eu amo esta também. E essa!
Meu pai já reclamou: e qual você não ama?
Eu amo as letras, antes de tudo, porque acabo me identificando e pensando: então eu, com todas as minhas dúvidas e aflições, sou completamente normal?
Voltando ao Lulu Santos, esta música já embalou muitas reflexões da minha vida. Um amor tão grande, mas tão grande, uma paixão tão louca e desenfreada, que não pode ser dita senão com olhares. E com não dizeres. Em que o outro não te dá trela, não te dá pistas, não te dá retorno. Não, ele não responde seus emails, não retorna suas ligações, mas te olha. E isso, às vezes basta.
Desculpe-me, Caio Fernando, mas o que somos, uma hora se mostra. Num escape qualquer, a gente se mostra. Talvez não pelo dito, pelo berrado. Mas pelo que sugerimos, pelo que contemos e que represamos.
Um abraço que vale por mil beijos.
Um encontro de olhares no meio de uma multidão.
Cada um com seu acompanhante, sabendo que não há esperanças de que aquele sentimento um dia se consume, muito embora consuma suas noites de sono.
Conheço muitas pessoas que vivem grandes amores platônicos. Por motivos vários. Pode até parecer fraqueza. Pois que seja fraqueza então.
Fraqueza de sair de um relacionamento de anos, com uma mão na frente e outra atrás. Fraqueza de não querer ouvir um não como resposta. Fraqueza de correr o risco.
Pode não ser fraqueza também. Pode ser força de ponderar consequências e inconsequências. De pesar o valor das coisas, o risco das atitudes impensadas.
Suspiro.
Desculpem-me bonitonas, mas acho que algumas coisas escritas são tão acertadas, que tudo o que eu disser será superficial. Acho que preciso mesmo ler Caio Fernando.
Aproveito também pra roubar um outro post, de outro blog que eu adoro: Para Francisco, da Cris Guerra.
2 comentários:
Ana, você quer acabar comigo? Começa me citando, depois lança aí às reflexões da Laura em torno de Caio, de modo tão acertado (sem buscar o certo, mas a sinceridade do pensamento na emoção), dando sentido maior a esse gosto que todos nós temos pelas "pequenas-grandes canções que nos marcam, no momento certo." Estou de acordo, que tudo pode se dizer sem que se diga, com acenos, com gestos e até com a imobilidade. E há silêncios ensurdecedores que nos tiram pedaços, como o dos amores platônicos. Platônicos, para mim, não mais. Sofri tanto. Quero tudo se realizando pleno, mas sem imediatismos, amadurecendo fruta-livre no galho. E então, não bastasse, você posta esse vídeo que de tao tao tao tao tao absurdamente lindo em deixou comovido e mais choroso no fim de noite quente. Isto tudo, escrito, escutado, lido, assistido, soando como um crime. Ana criminosa, agradeço o disparo do post mais bonito lido nesta quente noite de março de 2009.
Ana você é demais, seu texto foi demais, o da sua amiga também foi demais, a música do Lulu e o video roubado são demais, o comentário do Edu diz tudo tão mais bonito que por isso se torna demais. É isso, aqui é demais.
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