31 de março de 2009
Silêncio e Sons

29 de março de 2009
Pelos Olhos Dos Outros
.
O Diamond Mall, um shopping daqui de BH, resolveu fazer uma campanha assim: descreve mulheres como as cidades invisíveis do Calvino. A beleza, as cores, o brilho, o encanto, e mais do que isso, o encantamento.
.
E aí me lembrei de como um dia fui (d) escrita por alguém:
.
É assim que te vejo. Mulher feita, sem perder o viço da adolescência. Sexy, irresponsavelmente feliz – posto que muito responsável, cativante, linda.
Quem me dera ter por perto toda manhã o brilho que você irradia, desde a hora que acorda, fazendo concorrência, das mais desleais, com o sol. Esse brilho que perdura, por todo o dia, traz tanta gente pra perto de ti, verdadeira legião de apaixonados.
Você tem o nome mais singelo do mundo: Ana. Só Ana. Simples, forte, completo. Um nome que te cabe e te compreende.
28 de março de 2009
Entressafra
Tem chovido....
.
.
.
.
.
.
... menos na minha horta!
Eugênio Cota, sempre repetido com muito bom humor pela figura que é minha irmã
26 de março de 2009
Quem Herda Não Rouba
25 de março de 2009
24 de março de 2009
I Don't Care If It Hurts
muito estranho
Sempre achei egoísmo. Pensava, sempre de longe, e sempre, sempre achei muito egoísmo. Saltar do trem antes de chegar na estação. Simplesmente desistir. Simplesmente é pra quem fica no trem. Simples é só na nossa cabeça. Tudo de fora poderia ser tão mais simples. Egoísmo sempre achei porque acaba com o próprio sofrimento mas causa um enorme em tantos outros. Sofrimento de quem não está preparado, pois inverte a ordem natural das coisas. Ou melhor, interfere. Muda. Em segundos, todos buscam sinais, motivos, palavras, olhares e soluços. Não, não tem. Ou talvez tenha tido. Conhecia pouco pra falar. Mas foi o mais perto que vi. E vi que julgamos muito. Eu julgo muito. Não se sabe a pessoa. Nunca se sabe por completo. As escolhas que fazemos vem de nós e os motivos nem sempre são revelados. Depende de nós. Egoísmo não acho mais. Acho estranho. Muito estranho. Difícil entender e cair a ficha. Não caiu. (lu_menininha)
.
É, Lulu. Tem certas coisas que realmente não foram feitas pra ser entendidas. E estas, normalmente, são as mais difíceis de serem vividas. São complexas demais pra serem simplesmente sentidas. Mas são. E só. Não há julgamentos. Não há como existir julgamento algum. Também não há sinais. E quem somos nós pra saber se havia ou não motivos? Há uma escolha, que não é nossa, e nós é que aprendamos a conviver com ela. Ou no mínimo respeitá-la. Para nós, que escolhemos sempre viver, em cores, em dores, felizes ainda que na tristeza algumas vezes ou saltitantes de pura alegria outras tantas, não pode haver mesmo razão maior que justifique. Há a vida, e ela é mesmo pra ser vivida. E pra quem escolhe ir embora antes do final da festa, tomara que a gente consiga dizer tchau, na certeza de que pra ele a festa continua, mesmo distante...
23 de março de 2009
20 de março de 2009
De Sol A Sol
Mais um vídeo roubado da Cris Guerra.
19 de março de 2009
Eu Fico Com A Pureza Das Respostas Das Crianças
18 de março de 2009
Oito ou Oitenta
17 de março de 2009
Pra Quem Eu Conheço (bem)
Quando eu tinha uns três anos, minha mãe foi a uma palestra de um amigo dela. Na hora de buscá-la, meu pai me levou com ele. Enquanto esperávamos minha mãe arrematar uma conversa (e minha irmã diz que quando ela arremata uma conversa, começa outra), encontrei num cantinho da sala o aparelho de som, com todos os seus botões, bem na mira dos meus dedinhos curiosos. O palestrante amigo da mamãe veio e falou sério: "Não mexa". Bastou pra eu encará-lo com as mãozinhas na cintura, o olhar fulminante e a boca em bico, desafiadora. Nesta ocasião, ele falou pra minha mãe (longe de mim) - "Essa aí vai te dar trabalho". Na mesma época, meu pai me levou um dia pra tomar uma vacina. Era uma agulhadazinha no bumbum. Cheguei lá, deitei de bruços no colo do meu pai e a moça explicou: "Vai doer um pouquinho, você vai sentir uma picadinha, como se fosse uma formiguinha". Respirei fundo, com o mesmo olhar desafiador e a tromba amarrada, e não disse um "ai". Se for pra doer, ok, eu aguento. Se fazia arte e levava bronca, também não perdia a pose.
Tenho dois ex-namorados que diziam que eu era muito brava. E outros dois que não acreditavam quando eu dizia que às vezes eu era meio bravinha. Tenho um colega de trabalho que diz que eu não tenho noção do tanto que sou brava. Mas ao mesmo tempo sou a mais brincalhona e carinhosa que existe. É porque além de brava, eu sou muito, muito doce. Sou muito carinhosa mesmo, chorona, sensível. Se for pra brigar, enfrento. Mas se for pra amolecer, ahn... Aí já era...
Acho que neste ponto eu pareço bem com meu pai, leoazinha, leãozinho, fera, feroz, mas dócil, gatinho ronronando querendo um chamego. O olhar incisivo e o jeito de falar curto e grosso (só quando me dão motivo - que fique bem claro), mas o abraço sempre apertado pra cumprimentar ou despedir, o beijo de boa noite, os cartões decorados cheios de poemas, a vozinha mansa e os agrados fora de hora só pra receber um sorriso de volta.
Deve ser por isso que mesmo brava e teimosa, cabeça dura e cheia de mim, eu fico com o coração apertadinho e a cabeça preocupada quando brigo com alguém - o que é raro - mesmo quando tenho certeza de que tenho a razão (é, nem sempre isso acontece, eu erro também). E como orgulho não é verbete do meu dicionário, do mesmo jeito que não tenho problema algum em pedir desculpas quando reconheço que errei, também não hesito em ser a primeira a ligar mesmo quando estou certa, empunhar a bandeira branca e dizer: "Olha, tudo bem, eu fiquei chateada, não concordo com você, acho que você pisou na bola, você exagerou, mas isso tudo é uma bobagem, é tão pequeno, não tente me convencer que o erro foi meu, mas também não vou tentar te convencer do contrário, vamos esquecer tudo isso e pronto? Paz?"
Hoje não deu. Ficou tarde. Mas amanhã sem falta eu ligo. Porque eu já aprendi um bocado de coisas mesmo. Mas ainda tem um monte pr'eu aprender.
16 de março de 2009
Pra Quem Eu (não) Conheço
Pra Marcela
.
.
Pro Edu (Araújo)
.
.
Pro Victor
"Verdade maior é que se está sempre num balanço!Mire!, o vento das nuvens desmanchou Rosalina. E agora, Romeu já é um gosto bom, ficado nos olhos de Julieta. E Julieta, uma lua recolhida, que no peito de Romeu aumenta de ser mais linda. A ambos o amor coloca no seu mais topo: a Romeu, mar sem fim, até ancorar-se no porto Julieta. Mas, não é amor!, pasto que se divulga sem fechos. Amor preso, range na boca, tem vontade de fim, e quer céu...! Por isto, ele é o que leva tudo no avanço; para traçar nesta praça, o mar, do abraço das asas, de todos os pássaros!"
.
.
Pro Edu (Santinon)
15 de março de 2009
Muito Mais! Não Tem Jeito...
Essa vai pra minha amiga querida que mudou pra Áustria pra sempre, me ligou hoje e fez meu dia mais alegre, como a risada alta e espontânea que ela tem. Não vou falar de saudade, já que a gente sabe que ela existe e tá aqui mesmo, e que a distância potencializa essa saudade. Melhor falar de amor, que a gente também sabe que existe e que tá aqui, mas que é muito mais cheio. Então essa é pra minha amiga que parecia estar aqui do lado no telefone, que nasceu pra ser amor e nasceu pra voar alto, escolheu alçar outros vôos, cada vez mais altos, preferiu ser o avião ao aeroporto. Preferiu estar em movimento a ser estática. E as mesmas asas que a levam por mundos desconhecidos, que a carregam em vôos altos, que alimentam sua imaginação, muitas vezes a separam das pessoas que ela ama e daqueles que a amam. Mas a gente sabe que ela não deixa de amar ninguém por isso. E mais importante: é assim que ela é feliz - voando mesmo bem alto. E aí mesmo longe a gente consegue amá-la ainda mais. Na sua ausência tem sempre a sua presença, solta, dispersa, em forma de vento. É como o ar. Ninguém vê, ninguém pega, ninguém prende, mas todo mundo respira.
Com algumas palavrinhas roubadas da Ju Morais
14 de março de 2009
Sendo Salgado, Gelado ou Azul
13 de março de 2009
12 de março de 2009
10 de março de 2009
9 de março de 2009
Quero, Como Um Cego, Tatear Estrelas Distraídas
Sabe, quando acaba a tempestade e os barcos se acomodam novamente nas águas é que podemos ver os contornos. Outras navegações, as ilhas, o céu, um porto, e, ao longe, a linha do oceano. Os mapas são feitos também para saber com clareza onde não queremos chegar, onde não queremos estar. As águas agora calmas não se parecem com as mesmas a pouco revoltas. Espuma. Podemos olhar pra trás e ver o caminho percorrido, mas para frente haverá ad eternum o infinito com todas as suas possibilidades. E como são belas as duas visões. No fim, o mundo será sempre redondo.
6 de março de 2009
Outro Mais
5 de março de 2009
Acho Espantoso Viver, Acumular Memórias, Afetos
Hoje tinha um post novo da Laura. Adoro os posts novos da Laura, principalmente quando me enxergo neles. Este eu resolvi roubar.
O que nem sempre se mostra
Parece que o calor insuportável que nos assola tem causado uma criatividade não só em mim, mas em todas as leitoras que também não deram seus pitacos sobre o tema para o próximo post.
Eis que, no meio da tarde de hoje, me surge um comentário ótimo (infelizmente anônimo), mas um tanto enigmático:
"[...]Como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções. Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra” (Limite branco, Caio Fernando de Abreu)
Então é isso.
Momento vergonha própria: Nunca li Caio Fernando de Abreu a não ser em pequenas passagens que vislumbro em outros blogs pela internet (está ai Paulinha -www.sweetestperson.wordpress.com que sempre me presenteia com seus trechinhos), mas acho que, não é só emoções que há. Há, sobretudo, expectativas, vontades de moldar os desejos/sonhos/vontades do outro na medida das nossas.
Há o que somos e o que não mostramos.
Pode ser barango e a última coisa que eu queria era embarangar o trecho do Caio Fernando, mas é como diria (ou cantaria) Lulu Santos:
A música ai não é chique, não é cool, não é descolada. Só que eu não exijo nada disso de uma música. Aliás, quero apenas que ela fale diretamente ao meu coração.
Aliás, tenho essa mania. De ouvir músicas e falar:
- Nossa, eu amo essa música. Eu amo esta também. E essa!
Meu pai já reclamou: e qual você não ama?
Eu amo as letras, antes de tudo, porque acabo me identificando e pensando: então eu, com todas as minhas dúvidas e aflições, sou completamente normal?
Voltando ao Lulu Santos, esta música já embalou muitas reflexões da minha vida. Um amor tão grande, mas tão grande, uma paixão tão louca e desenfreada, que não pode ser dita senão com olhares. E com não dizeres. Em que o outro não te dá trela, não te dá pistas, não te dá retorno. Não, ele não responde seus emails, não retorna suas ligações, mas te olha. E isso, às vezes basta.
Desculpe-me, Caio Fernando, mas o que somos, uma hora se mostra. Num escape qualquer, a gente se mostra. Talvez não pelo dito, pelo berrado. Mas pelo que sugerimos, pelo que contemos e que represamos.
Um abraço que vale por mil beijos.
Um encontro de olhares no meio de uma multidão.
Cada um com seu acompanhante, sabendo que não há esperanças de que aquele sentimento um dia se consume, muito embora consuma suas noites de sono.
Conheço muitas pessoas que vivem grandes amores platônicos. Por motivos vários. Pode até parecer fraqueza. Pois que seja fraqueza então.
Fraqueza de sair de um relacionamento de anos, com uma mão na frente e outra atrás. Fraqueza de não querer ouvir um não como resposta. Fraqueza de correr o risco.
Pode não ser fraqueza também. Pode ser força de ponderar consequências e inconsequências. De pesar o valor das coisas, o risco das atitudes impensadas.
Suspiro.
Desculpem-me bonitonas, mas acho que algumas coisas escritas são tão acertadas, que tudo o que eu disser será superficial. Acho que preciso mesmo ler Caio Fernando.
Aproveito também pra roubar um outro post, de outro blog que eu adoro: Para Francisco, da Cris Guerra.
.jpg)


