29 de novembro de 2010

22 de novembro de 2010

Impulso

Quando eu fico muito tempo entalada, costuma sair assim, meio torto e vomitado.

18 de novembro de 2010

Post novo - dos outros

Eu tenho andado corrida e cansada. Tá, tem a porcaria do Facebook também, que eu resisti enquanto pude, jurei que não ia entrar, é contra os meus princípios, e vicia. Eu sou facilmente viciável. E agora fico lá, mais do que fofocando sobre a vida alheia ou bisbilhotando o que as pessoas andam dizendo e fazendo, descobrindo qual bebida eu seria, qual é a profissão ideal pra mim, que tipo de criança eu fui, qual é o diretor do filme da minha vida, qual fime do Kubrick eu sou, que mania de pobre eu tenho, qual é a próxima merda que eu vou fazer, e por aí vai. Sem falar naquele tal do "amigos entrevista", com perguntas sem pé nem cabeça. Oi? É porque eu tenho pouca coisa pra fazer, e não quero fazer mais nada mesmo. Enfim. Só pra dizer mesmo que eu ando corrida e cansada, e mesmo sem tempo pra nada, o pouco que me sobra eu ando jogando no lixo. Aí tá. De repente eu acordo e vejo que as coisas continuam acontecendo. As pessoas continuam escrevendo lindo nos seus blogs, e eu numa preguiça mental de matar. Não que pra você estar ok você tenha que estar escrevendo coisas interessantes no seu blog. Mas né? Fazendo quiz no Facebook é que não é. Cansei. Mais ainda. E hoje tem tanta coisa boa nos blogs por onde eu passeio, que eu resolvi roubar e copiar tudinho. Que é pra servir de inspiração pra vida real que acontece a cada segundo, e que, ainda bem, eu vivo muito, muito e bem, porque não sou tão besta assim, né?



Poeminha do abraço

Vontade
de
me
encostar
(e me demorar)
nos
vãos
dos
teus
braços.



Porque hoje já não falo mais

Quando um amor acaba, não há muito o que dizer ou explicar. E as tentativas são inúteis. É triste discutir relações que não existem mais. Tão triste como um cão na chuva. O quanto se amou, as saudades, o que doeu e onde, quem é mais culpado..eu ou você? O seu nome na agenda do celular que não existe mais como também não existe mais um nós ou sua cara de sono pela manhã. O que sobrou, o que fica e insiste é a vida sempre pedindo uma nova chanche, é todo o mundo que hoje existe porque você deixou de existir. Ou, melhor, continua existindo mas da sua maneira. A sua maneira longe de mim. Porque hoje já não falo mais de nós para os amigos que perguntam de você. Hoje, escolhi a vida e todo o resto do mundo. Porque hoje já não falo mais mesmo que você exista e sempre vai existir dentro de mim: um pedaço. Mas não um despedaçamento. Há um mundo porque hoje já não falo mais.



Obrigado por ter se mandado, ter me condenado a tanta liberdade. Pelas tardes - nunca foi tão tarde -, teus abraços, tuas ameaças. Obrigado por eu ter te amado com a fidelidade de um bicho amestrado. Pelas vezes que eu chorei sem vontade pra te impressionar, causar piedade.
Pelos dias de cão muito obrigado, pela frase feita, por esculhambar meu coração antiquado e careta, me trair, me dar inspiração pra eu ganhar dinheiro.
Obrigado por ter se mandado, ter me acordado pra realidade das pessoas que eu já nem lembrava, pareciam todas ter a tua cara. Obrigado por não ter voltado pra buscar as coisas que se acabaram e também por não ter dito obrigado, ter levado a ingratidão bem guardada.

Cazuza, "Obrigado".


Ofegante.

Às vezes o que me falta é descanso. O que me escapa é a pausa. Como se em uma distração a vida pudesse fugir. Minha respiração é curta como é rápido o meu pulso. Sempre alerta. A postos para não parar. Ainda mais com uma vida outra batendo fora de mim, um amor de pernas e braços que caminha sem fim pra ganhar o mundo. Tenho fobia do não fazer. E penso tanto, que nem cabe na fala. As 24 horas do dia, dou um jeito de transformar em 30, nem que seja no silêncio da madrugada. A vida sempre me diz "Não tente me controlar", mas eu finjo que não entendo. O que ela quer de mim é coragem, já disse o João. E eu faço de conta que sou corajosa. Mas faço tão bonito, que ela até acredita.



Triste

Hoje eu acordei triste. Acontece assim, acorda-se triste. Mas tudo está bem. Mas acordar triste não depende de nós. Acordamos, estamos. Uma amiga diz que no mundo eu sou o que não tem por que se me lamentar, que as coisas acontecem, e eu sempre tenho alguém que me queira. Sinto que realmente estou no tempo certo; mas ainda sinto esse buraco no peito. Talvez a distancia. Eu fico solitário e triste. O fim de semana foi intenso. Hoje estou triste. Há esses projetos no prelo, compromissos, esses mil mundos de descoberta. Ainda assim, isto: ando triste. Parece frescura, mas não há muito que fazer sobre isso, entrar em contato com amigos, conversar, vir aqui e escrever. Fazer da tristeza algo dito, visível, quase concreta criatura para, enfim, descarta-la. Isso que faço, quando estou tão triste.



Ana,

Ana não se sentia esgotada, cansada, destruída nem nada do que lhe acometera nos ultimos meses. Depois de muito tempo, Ana sorria feito boba. Sorria sozinha. Porque sentia seu coração no lugar, sua cabeça no lugar e não demoraria muito pra sua vida entrar nos eixos. Ana e somente Ana, conseguia entender o que se passava e sorria sozinha. Um riso leve, um sorriso solto, que não se pode segurar só pra si. Nem ela sabia, que guardava tantos sorrisos. Era muito bom estar de volta.

11 de novembro de 2010

7 de novembro de 2010

A vida não é filme

Embora tudo o que escolhemos e gostamos seja auto-biográfico em alguma medida, vale lembrar que a seleção que faço aqui nem sempre diz respeito a acontecimentos presentes ou a fatos concretos.
A vida não é filme. Você não entendeu.


Escrito pela
Dri. Mas podia muito bem ter sido eu.

6 de novembro de 2010

Pupo!

Mi piace un sacco!


E quando guardi con quegli occhi grandi forse un pò troppo sinceri...

3 de novembro de 2010