25 de abril de 2010
22 de abril de 2010
Agora o tempo pode passar...
Estou longe de ser crítica de cinema, ou qualquer coisa que o valha. Nem me dou tão bem assim com as palavras, escolhi ser arquiteta, porque sou bem melhor desenhando, sonhando, construindo, que escrevendo. E aí muitas vezes acabo roubando mais as palavras dos outros que traduzem o que eu penso naquele momento, do que realmente usando as minhas próprias.
Fui ver hoje As Melhores Coisas do Mundo. Assim, sem nenhuma pretensão, esperando um filme bobo, bonitinho e bobo, e só. Desses que a gente não tem que pensar pra ver, sabe?
Esqueci que hoje era feriado e que ninguém tinha aula. Cinema lotado, a escola tava toda lá. Dez, onze, doze anos? A média era menos de quinze, com certeza, incluindo uns perdidos feito eu, com mais de...
As meninas no cinema gritavam histericamente cada vez que o tal do Fiuk aparecia na tela, diziam que o Paulo Vilhena é até gatinho, mas tá velho (oi?), e que o namorado do pai do Pedro e do Mano é feio. Os meninos assoviavam quando aparecia qualquer coisa que remetesse ao sexo. E todo mundo aplaudia quando a cena era de beijo na boca.
Mas saí de lá supresa. Maravilhada. Viva, e feliz.
Identificação imediata.
A diferença é que a vida da gente não dura duas horas, nem acaba quando a gente tá na escola aos quinze anos (ainda bem!).
Não é impossível ser feliz depois que a gente cresce. Só é mais complicado.
No meu travesseiro, agora, o tempo pode passar.
19 de abril de 2010
Em caso de despressurização da cabine...
... máscaras de oxigênio cairão automaticamente. Coloque primeiro a sua, e depois ajude quem estiver do seu lado. Coloque primeiro a sua. Primeiro a sua máscara. Primeiro a sua.
Minha irmã me lembra disso o tempo todo. Eu tento me lembrar disso o tempo todo. Às vezes me esqueço. Às vezes me lembro e acho difícil. Às vezes consigo. Primeiro a minha. Não, pensando bem, não é tão difícil assim.
Às vezes eu respeito demais. Mesmo. Às vezes acho que falar só te afasta mais de mim. Às vezes acho que você precisava mesmo é de uma boa sacudida e uns tabefes na cara, pra ver se acorda. Whisky nem sempre combina com abobrinha.
Você me olha diferente e eu adoro. E fico te olhando de volta, que acho a coisa mais gostosa do mundo esta brincadeira de olhar, de conversar sem falar. De provocar. É, eu gosto de te provocar.
Você me fala um monte de frases soltas e sem sentido, mas que com certeza significam, e eu fico tentando entender. Construo as minhas histórias com as suas palavras da forma que é mais conveniente pra mim, confesso, e você, quando diz que não tem nada e que não é pra eu perder meu tempo com você, bem que deixa. Eu te pergunto outra vez e você desconversa, e eu finjo que tudo bem, mesmo sendo a pessoa mais curiosa do planeta. Eu nunca perdi meu tempo com você.
E depois que passa, quem finje que tudo bem é você, que volta pra sua indiferença aparente, e continua passando pelos dias exatamente como antes, como sempre, como se nenhum olhar ou frase dita tivessem importância, como se fosse tudo ilusão.
Mas, sabe, a vida é dura pra quem é mole, você já ouviu e você mesmo disse.
Eu não ocupo muito espaço. Ocupo o espaço certo. E se ele é assim tão grande, mesmo sendo eu tão pequena, te digo, é exatamente o que você ocupa em mim também.
É preciso saber calar, mas sem perder a voz. É preciso saber escutar, mas lembrando que ouvido de ninguém é penico.
Primeiro a minha máscara.
Minha irmã me lembra disso o tempo todo. Eu tento me lembrar disso o tempo todo. Às vezes me esqueço. Às vezes me lembro e acho difícil. Às vezes consigo. Primeiro a minha. Não, pensando bem, não é tão difícil assim.
Às vezes eu respeito demais. Mesmo. Às vezes acho que falar só te afasta mais de mim. Às vezes acho que você precisava mesmo é de uma boa sacudida e uns tabefes na cara, pra ver se acorda. Whisky nem sempre combina com abobrinha.
Você me olha diferente e eu adoro. E fico te olhando de volta, que acho a coisa mais gostosa do mundo esta brincadeira de olhar, de conversar sem falar. De provocar. É, eu gosto de te provocar.
Você me fala um monte de frases soltas e sem sentido, mas que com certeza significam, e eu fico tentando entender. Construo as minhas histórias com as suas palavras da forma que é mais conveniente pra mim, confesso, e você, quando diz que não tem nada e que não é pra eu perder meu tempo com você, bem que deixa. Eu te pergunto outra vez e você desconversa, e eu finjo que tudo bem, mesmo sendo a pessoa mais curiosa do planeta. Eu nunca perdi meu tempo com você.
E depois que passa, quem finje que tudo bem é você, que volta pra sua indiferença aparente, e continua passando pelos dias exatamente como antes, como sempre, como se nenhum olhar ou frase dita tivessem importância, como se fosse tudo ilusão.
Mas, sabe, a vida é dura pra quem é mole, você já ouviu e você mesmo disse.
Eu não ocupo muito espaço. Ocupo o espaço certo. E se ele é assim tão grande, mesmo sendo eu tão pequena, te digo, é exatamente o que você ocupa em mim também.
É preciso saber calar, mas sem perder a voz. É preciso saber escutar, mas lembrando que ouvido de ninguém é penico.
Primeiro a minha máscara.
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12 de abril de 2010
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