28 de novembro de 2008

Olho no Craque!



Pela desafinação, eu poderia ser qualquer um desses aí. Mas pelo talento para a dança, certamente eu seria o de calça preta e camisa branca. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!

27 de novembro de 2008

Let's Dance

Ando com mania de dançar. Sempre tive essa mania, aliás. Música sempre pontuou os meus dias, e dançar é deixar o corpo se render a ela. Fechar os olhos e deixar a música entrar nos ouvidos e sair pelo resto do corpo como quiser, em forma de movimento. Olhar no espelho ou no reflexo do vidro da janela e deixar a música comandar as coreografias inventadas de improviso, os passos soltos e leves. Mas nunca dancei tanto e ao mesmo tempo senti tanta vontade de dançar.
Outro dia meu pai chegou em casa e eu estava lá, dançando descalça, Quando, quando, quando. Ele riu. Essa música não é do meu tempo, não, filha, é do tempo da sua avó. Brinco que nasci na época errada. Mentira. Nasci no dia certo. Em que outra época eu poderia ter tantos tempos num tempo só?

9 de novembro de 2008

Vai começar tudo de novo!


Parece que depois que passa, a gente esquece a dor que é terminar um relacionamento. Parece, não. A gente esquece. Certeza. Porque depois a gente começa tuuuuudo de novo. E quando termina, lá vem ela mais uma vez, a dor.
O engraçado é quando a gente sabe que gosta, quando a melhor coisa do mundo é estar junto do outro, mas tem uma vozinha lá dentro que diz que as coisas não são bem assim, e que é melhor que acabe de uma vez do que adiar, porque o que já é difícil agora, fica ainda pior depois. Ou sou eu que sou racional demais?
Na verdade, acho que a mulher independente aqui, quando resolve ser menina sem pedir permissão, fica meio perdida mesmo, sem rumo, sem chão. Fica órfã. E vice-versa. A menina também não sabe o que fazer com tanta lágrima e amor quando a mulher resolve dar espaço pra ela aparecer sem avisar. E aí uma, racional, segura, madura, toma a decisão, e a outra, menina, chorona, que agüente as conseqüências.
Complicado isso, né? Mas passa... E quando passa, a gente esquece, pra depois começar tuuuuudo outra vez...

7 de novembro de 2008

Boa!

Quem assiste Friends já deve ter visto um episódio em que a Rachel tenta convencer a Phoebe de que não existe boa ação altruísta; toda boa ação é egoísta, já que a boa ação faz um bem danado pro seu executor, e o maior beneficiado acaba sendo ele, que fez a boa ação, e não quem a recebeu. E, cá entre nós, é a pura verdade. Por mais que a gente faça o bem pensando no outro, a felicidade da gente em ajudar ou trazer a felicidade pra alguém é tão grande, é tão maior, que não dá pra não pensar que não há auto-anulação suficiente em que a pessoa não se sinta bem, em qualquer nível, por alguma boa ação...
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Fico vendo por aí a Vale, cheia de políticas sociais, ou o Google, que recentemente lançou uma campanha bacana pra comemorar seus 10 anos (http://www.project10tothe100.com/). É claro que são campanhas e ações muito bacanas, mas é óbvio também que não são à toa, e que por trás das pessoas que são ajudadas por eles existe uma série de benefícios e vantagens pra própria empresa, seja através de isenção de impostos, ou mesmo de publicidade.
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Altruísmo ou egoísmo, acho que todo mundo, de alguma forma, deveria tentar contribuir para um mundo melhor, seja através da sua profissão, seja doando roupas e brinquedos usados, seja passando um dia ou outro numa creche ou num hospital infantil brincando com as crianças. O que não faltam são maneiras de ajudar!
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Enfim, tenho andado feliz da vida por causa de uma boa ação que fiz (ou tenho feito, porque ela ainda vai me dar algum trabalho):
Outro dia minha irmã foi abastecer o carro no posto, e ela estava olhando um trabalho da faculdade (pra quem não sabe, ela estuda arquitetura – e eu sou arquiteta) enquanto esperava o tanque encher. O frentista, curioso, perguntou: “- Você trabalha com isso?”. E ela: “- Isso o que?”. E ele: “- Planta!”. Aí ela disse que ainda estava estudando, e ele contou que tinha um terreno, que queria construir uma casa pra morar com a família, mas que precisava da planta, e perguntou quanto ela cobrava. Ela respondeu que ainda estudava, que não sabia fazer sozinha, que não poderia assinar, que não dava. Ele, não satisfeito, anotou o telefone num papelzinho – Romerson – e pediu que ela ligasse caso soubesse de alguém que pudesse fazer o serviço. Em casa, mais tarde, ela veio me contar o caso, meio com dó do cara, e a gente resolveu fazer o projeto pra ele, assim, de graça, com tudo que fosse necessário – planta, cortes, fachadas, perspectivas, Anotação de Responsabilidade Técnica no CREA, aprovação na Prefeitura.

Não dá pra explicar a alegria que foi o dia em que a gente foi com ele e a família – esposa, filha, madrinha e sogra – olhar o terreno, que é pra lá de Lagoa Santa. Foi ele e a esposa chorando de um lado, pela gratidão de ganhar o projeto de presente, e eu e minha irmã chorando do outro, por ver tamanha felicidade causada por nós! E no dia em que a gente foi apresentar o projeto pra ele, foi a mesma coisa: fizemos tudo bem bonitinho, colorido, como nos stands de venda dos prédios de luxo, e nem pegar no papel ele queria, porque disse que a mão estava suada de emoção, e ia estragar o desenho! E ainda perguntou se podia plastificar, que era pra não se desfazer nunca!


Agora que o projeto está aprovado pelo cliente, o trabalho está só começando! Mas a gente nem liga... Eles merecem! É admirável ver um cara que antes dos 30, sem estudos, sem condição, que é frentista de posto e mora na favela de aluguel, sustentando a esposa e a filha, tenha conseguido juntar dinheiro suficiente pra comprar um terreno e agora economiza pra construir uma casa, que vai ser sua pra sempre!
A esposa dele disse certa vez que ele abasteceu o carro de um anjo! Eu acho que foi o contrário: um anjo abasteceu o carro da minha irmã! E eu fui de carona...