30 de outubro de 2009

Words don't come easily

Baby, can I hold you tonight?
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Foto daqui.

28 de outubro de 2009

A Vida é Dura pra Quem é Mole (III)

Acordou e bebeu um copo d'água, porque parece que faz bem tomar água em jejum. Resolveu preparar um café da manhã decente, ainda que perdesse alguns minutos do seu sono. Teve paciência para colocar o pão na torradeira. Usou uma faca para cada alimento em vez de melecar a geléia de manteiga. No final, retirou tudo da mesa e lavou na hora mesmo, porque se deixasse tudo ali até à noite, poderia dar barata. Era isso que diziam, pelo menos.
Tomou banho, pendurou a toalha no varal e arrumou a cama direitinho. Até colocar o lençol por baixo do colchão, colocou.
Buscou na estante um livro para ler no ônibus. Tinha medo de enjoar, mas diziam que ler era uma ótima forma de aproveitar o tempo obrigatório que passamos em transportes públicos. Levou também um casaco, embora não estivesse fazendo muito frio. Como se fosse mágica, o livro fez a ida para o trabalho passar tão rápido que quase perdeu o ponto. Deu bom dia a todos, mesmo aos mais chatos. Também são colegas, tem que falar com todos. É o que diziam.
Na volta para casa, trocou o jogo no boteco por um filme. Foi à locadora e perguntou por “Antes do Amanhecer”. Enquanto o mocinho procurava pelo DVD, avistou do outro lado aquele bistrozinho charmoso. Assim que pagou pela locação, atravessou a rua e entrou no restaurantezinho, sem cerimônia. Se surpreendeu com o cardápio. Já haviam dito que não era tão caro. E realmente não era. Mas ele suspeitava que uma fachada tão simpática e limpa pudesse ser honesta nos valores. Não ficou pensando no tamanho do prato enquanto esperava sua chegada. Em vez disso, experimentou um vinho que, disseram, era mais caro, mas valia a pena. E valeu. Cada gotinha, cada golada. O prato chegou. Ele tinha razão: era pequeno. Mas logo sua desconfiança caiu por terra. O sabor do risotto de aspargos e brie com filé ao molho de damasco era mais do que volume para o bucho. Era um carinho para o paladar, um favor para o espírito, um presente para o estômago. Estava tudo maravilhoso o suficiente para ele ficar arrasado, pensando que ela sempre teve razão.
Deu cada passo do dia fazendo exatamente o que ela sempre pediu, aconselhou, sugeriu. E tudo deu certo. A água no jejum desceu bem, lavar pratos não doeu. Mexer o café com a colher certa e não com o cabo da faca foi bom. Ler no ônibus não deixou seu estômago revirado. Ser simpático com as pessoas não fez ele ser menos respeitado. O casaco serviu para protegê-lo do ventinho de pôr-do-sol. E o bistrot não era coisa de bicha rica. Pra piorar, adorou o filme. Fez ele compensar cada lágrima que ela, durante anos, despejou nas tentativas de arrancar novas atitudes dele.
E foi assim, derretendo em frente à TV e sofrendo com a ausência concreta dela, que ele terminou o dia mais perfeito de sua vida.
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25 de outubro de 2009

É por isso que eu corro


Esta semana teve o desafio Nike Corre 600k.
Largando do Ibirapuera, em São Paulo, e chegando em Ipanema, no Rio, 21 equipes do país inteiro com 12 integrantes cada se revezavam para vencer os 600km do percurso, correndo uma média de 20km por dia cada um, durante 3 dias, e mais 10km no quarto dia.
Se não me engano, eram 4 equipes do Rio e 4 de São Paulo, mas apenas 1 de BH, 1 de Curitiba, 1 de Brasília, e sei lá mais de onde...
Para compor as equipes regionais, a própria Nike fez uma seletiva em agosto, com cerca de 150 concorrentes - 15 alunos de 10 acessorias esportivas convidadas.
Na seletiva de Belo Horizonte, dos 12 integrantes selecionados para compor a equipe, 10 eram alunos da HF Treinamento Esportivo, equipe da qual faço parte, já que meu cunhado (e treinador) é um dos sócios. Mas que fique bem claro que dentro da equipe, faço parte da categoria lesma, atrás das lebres e tartarugas.
E hoje, na etapa final do desafio Nike Corre 600k, a equipe de Belo Horizonte saiu vencedora, deixando as outras 20 pra trás, motivo de alegria e orgulho pra minha irmã, e pra mim, claro.
Parabéns, equipe de Belo Horizonte! Parabéns, HF!
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E como esse orgulho e essa alegria me motivam! E eu vou por aí, correndo... Porque não tenho pressa. Porque faz bem pro meu corpo e principalmente pra cabeça. Porque eu quero viver muito, e bem. Porque depois eu me sinto melhor. Pra aliviar o stress. Pra pensar na vida. Pra ouvir música. Porque é uma hora pra mim, só pra mim. Pra comer. E pra beber, porque ninguém é de ferro.
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22 de outubro de 2009

O Circo Chegou

(E me fez de palhaça.)
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21 de outubro de 2009

Megafone

Sabe quando você quer falar uma coisa pra todo mundo, mas não quer que ninguém ouça?

(suspiro)

Daqui (mais uma).

19 de outubro de 2009

Repassando...


Eu não gosto de mulher (se é que vocês me entendem), e gosto de café sem açúcar. Mas outro dia ouvi uma que achei sensacional:


Gosto de mulher igual gosto de café: forte, quente e doce.

15 de outubro de 2009

O Bom do Mar

Engarrafamento
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Engarrafamento de jangada

Sobre as prioridades

Normalmente eu não gosto de perder nem par ou ímpar. É, não gosto. Sou competitiva, gosto de ganhar. E quem não gosta?
Já ganhei muito. E muita coisa. Ainda assim, já perdi muito também. E perder, eu tive que aprender. Quando pequena, nunca soube muito bem lidar com as frustrações. Hoje em dia eu sei, sou infinitamente mais tranquila, mais flexível, mais boa perdedora. Mesmo que eu não goste. Esta talvez tenha sido uma das maiores vitórias até hoje: aprender a perder, e não sofrer tanto por isso.
Mas maior que este aprendizado, pra mim, foi o aprendizado das prioridades. É. Saber priorizar as coisas. Eu, que sempre fui super caxias. Sabe porque? Porque se for pra perder alguma coisa, é melhor perder um jogo de empresas on line da pós graduação, de mentirinha, do que uma boa noite de sono, 10km de corrida ou um final de semana prolongado na praia, todos de verdade.

13 de outubro de 2009

Depressão pós-viagem


O corpo ainda quente de sol só quer saber de ficar deitado - numa rede, de preferência. As pernas cansadas de caminhar na areia reforçam esta vontade. As olheiras não escondem que o tempo entre o final da viagem de volta e a retomada da rotina foi curto demais, e os olhos, pesados, analisam cada detalhe das fotos pela milésima vez. A garganta dói por causa do ar condicionado e da cerveja gelada alternados com o calor e a maresia. O gosto salgado do mar e a doçura daquele perfume ainda estão na minha boca. As tarefas que se acumularam (como são rápidas!) nos últimos dias de final de semana prolongado aumentam a vontade de ter tudo de novo, agora. Preguiça... Vontade de voltar no tempo e passar esses três dias de novo, e de novo, e de novo, e de novo. Até a próxima visita ao mar. De preferência, com ótima companhia. De novo.
É, tô com depressão pós-viagem. Mas pode chamar de saudade.

11 de outubro de 2009

Há exatamente seis anos, num dia 11 de outubro

Conexão Brasil-Itália, diretamente de BH para Cesena.
A Cidade Invisível. Por Mamãe.

9 de outubro de 2009

De Carne e Sonho

Quem me lê sabe como música é importante e presente na minha vida. E também já falei aqui, aqui, aqui, aqui e aqui sobre a delícia de dançar.
Depois de tentar tocar piano, violão, gaita e acordeon, de finalmente desistir de tocar qualquer coisa, de fazer aulas de ballet clássico, contemporâneo e flamenco, de morrer de vontade de aprender o tango e a gafieira, e de sambar bem bonitinho, modéstia à parte, há dois meses comecei com as aulas de dança de rua. É que minha prima, que dança que é uma lindeza desde pequenininha, foi pra NY fazer curso na Broadway e voltou ensinando pra gente.
E agora, me prometo, dia desses eu me organizo e começo as outras modalidades. Aí, baby, ninguém me segura!

6 de outubro de 2009

4 de outubro de 2009

Well, well, well, Daniel

Porque família é bom demais, e criança consegue ser ainda melhor.
Ele é pequeno, e desde bebezinho sempre foi a simpatia em pessoa! Distribui sorrisos aonde vai, cumprimenta todo mundo, sabe o nome de muita gente, conversa, bate papo, dança. Tem um ouvido e uma sensibilidade pra música incríveis! Canta o hino do Galo inteirinho, e no final ainda completa com E ga-lhe Galo!, com os bracinhos pra cima, comemorando. Passa na porta da churrascaria e diz Tô vendo um cheiro de chuaco!. Vai andar de moto no Vedemer, um bairro daqui de BH mais conhecido como Belvedere. Calça tênzini pra ir pra Tônzunu, onde ele faz ecício, inclusive abdominal e tasson. Vira de costas pra minha prima, e morrendo de rir, com cara de arteiro, diz pra minha irmã Vou soltar pum na cara da mamãe, ouve, dindinha, ouve. Ele conta que o livro é bom pra imaginação, e coloca o dedinho na cabeça, como quem pensa, quando diz isso. Completou dois anos, e um mês antes sempre perguntava Cadê a festa do Dada, pra em seguida ele mesmo emendar a resposta Tá chegando, mas tem que esperar um pouquinho. Se alguém perguntasse o que ele queria ganhar de presente, ele dizia sem pensar que queria uma coisa legal e diferente. E quando a gente queria saber o que ia ter na festa, ele respondia vela e fosfomo, porque eu nunca vi alguém gostar tanto de Parabéns pra você. E é ele mesmo quem completa com o Tubigui, tubigui, tubiguibiguibigui no final.





Up!

2 de outubro de 2009

Parabéns, Rio!


Você Sempre Jovem

É engraçado às vezes parar para pensar em como as coisas são. Acho que acredito em coincidências e elas não têm sido poucas, embora também não venham sendo grandes.
Eu já fui muito radical pra algumas coisas, e isto de certa forma contribuía para que eu julgasse as pessoas bem mais do que deveria. Mas nunca fui de tomar conta da vida de ninguém, que não eu mesma.
Com o tempo e as coisas que vivi, fui aprendendo. Me tornei muito mais flexível e tolerante, continuo tomando conta só da minha própria vida, e definitivamente, não julgo mais. Ninguém. Por nada. Isto não significa que eu não tenha minha opinião. Continuo pensando as coisas que penso, achando erradas as coisas que eu acho, admirando outras tantas. Mas não julgo. Ou, sempre que não é possível, tento. Mesmo.
Hoje eu fui trabalhar com isso na cabeça. Me lembrei de uma conversa que eu tive com um ex-namorado-amigo anos atrás sobre como as pessoas, de forma geral, são mesquinhas. E julgam demais. E tiram muitas conclusões sobre coisas que elas não sabem. Porque quase sempre a gente não sabe da missa a metade. E, cá pra nós, o que cada um sente e pensa é só seu, cada um teve referências diferentes na vida, experiências diferentes na vida, e embora haja um senso comum, o certo e o errado são, quase sempre, muito relativos. Então, mais do que julgar ou estabelecer rótulos, eu procuro entender os outros. E deixá-los à vontade para serem eles mesmos. Mesmo que eu não concorde, mesmo que eu não goste. E mesmo que eu deixe claro que eu não gosto e não concordo. Mas sem julgamentos. Da mesma forma que eu também não gosto de ser julgada, ou não gosto que os outros julguem alguém que eu conheço e de quem eu gosto ou não gosto a partir de alguma coisa que eu disse ou que o outro fez. Porque ninguém aqui é perfeito. E ninguém está dentro do outro pra saber ou adivinhar razões e motivações.
Aí quando eu cheguei pra trabalhar, abri meu e-mail e tinha uma mensagem de um tio meu, com o assunto “Você Sempre Jovem”. Fiquei com preguiça de ler tudo. Era uma entrevista com o médico Mehmet Oz. Fui zapeando, numa leitura dinâmica, as perguntas que fizeram pro cara. E de repente dou de cara com a seguinte pergunta:
Abster-se de julgar os outros ajuda a manter a juventude?
Oz - Sim, da mesma forma que resolver situações de conflito. O conflito não traz nada de positivo. É apenas desgastante. Costumo recomendar a meus pacientes que procurem as pessoas com quem mantêm uma relação de animosidade e tentem resolver o impasse. Essa é uma atitude para o bem-estar próprio. Não há nada de altruísta nela. É uma atitude egoísta.
Pronto! No que depender de mim, carinha de menina, alegria de viver e sorriso no rosto pra sempre! E cada um na sua...

1 de outubro de 2009

Falando sozinha

Eu ainda não aprendi a ficar calada sempre que eu gostaria - ou deveria. E eu tenho tanta coisa pra falar! Aí essas coisas acabam saindo daqui como posts. Mesmo que eles não tenham nada a ver com elas.

Brown Goodgood

Eu fico impressionada com a criatividade das pessoas. Ou com a falta do que fazer. Sério mesmo.
Tô aqui, de bobeira, peruando na net, vem minha irmã e pergunta: "irmã, vc já viu isso aqui?". Não. Eu não tinha visto. Aí ela me mostra um videozinho no Youtube. P&B, um cara, um violão. Ele começa a cantar. Ela pergunta: "e aí, reconheceu a música?". Bastou. Quando eu vi, já tava lá, do lado, acompanhando em portugês. O cara cantava de lá "we have everythig to make it riiiiiiiiiight, stay with meeeeeee". E eu cantava daqui "a gente tem tudo pra dar ceeeeeeerto, fica comiiiigo". Mas os melhor mesmo é quando ele canta a parte do "tira a calça jeans, bota o fio dental" ou o refrão, "marrom bombom".
Chorei de rir!
E as outras versões também são ótimas. Destaque para "Bring the caçamba".