19 de julho de 2010

Às vezes eu passo (e roubo)

Passo pra te dar carinho, beijo na boca e deitar no teu colo.
Passo pra mostrar que me importo, que te imagino na grama a falar sorrisos.
Passo pra dizer que és bela, e te convido pra contar estrelas, num pedaço do céu só nosso.
Passo pra dizer que tô bem, que foi bom acordar do teu lado aquele dia com bochecha de noite quente.
Passo pra dizer que já sinto saudade, que tuas mãos me provocaram, mais do que tua mente pensava.
Passo pra dizer que não passei de um simples passante em tua vida,
e que voltarei pra dizer que passo quantas vezes mais você sonhar.

Daqui.

Minha Vida Sem Mim

Estou cansada. O trabalho está ótimo, mas puxado, e tenho ficado cansada. No resto do tempo, tenho achado dormir uma excelente opção. Ando sem tempo de ler todas as coisas que quero. Tenho escutado sempre as mesmas músicas, e sinto falta de outras, apesar do iPod ter quase vinte mil e de ser eu quem escolhe o que vai tocar (quase) sempre. Amo meus amigos, mas estou mesmo cansada de ir sempre aos mesmos lugares. Me falta companhia pra ir a lugares diferentes, conhecer pessoas diferentes, ou iguais aos lugares de antes, diferentes dos de agora, iguais às pessoas de antes, iguais ou diferentes das de agora. Tenho tido preguiça de ir ao cinema, justo eu, e mais ainda, preguiça de ir ao cinema sozinha, justo eu, olha só. Tenho feito esforço sempre que posso, e sempre que me venço me lembro exatamente porque eu gosto tanto de ir ao cinema, e mais do que isso, de ir ao cinema sozinha. Tenho estado sempre tão cheia de gente, de amigos, de programas, que acho que acabei ficando vazia de mim. E o mais curioso, é que estou feliz. Acho que deve ser porque liguei o piloto automático, e sem tempo pra pensar, acaba não dando tempo nem pensamento de saber se isto tudo é felicidade mesmo, ou se é costume. Aí outro dia fui tomar banho, assim, normal, como todo dia, e vi que meu umbigo tava sujo. Justo eu? Que tomo banho todo dia, mais de um banho por dia, lavo os cabelos, faço as unhas toda semana, tenho mania de lavar as mãos, corto os cabelos no máximo a cada três meses, fiz depilação a laser, sou viciada em creme hidratante e álcool gel, não saio de casa sem perfume, não tenho chulé, uso roupas limpas, não deixo roupa suja espalhada no quarto, guardo os brincos e anéis todos nas suas caixinhas depois de usar, e tiro a maquiagem toda noite antes de dormir? De umbigo sujo? Pode rir, mas descobri que eu não estava cuidando do meu próprio umbigo. Assim, literalmente. E sabe-se lá os desdobramentos metafóricos que isto ainda pode ter... O bom disso tudo é que resolvi, de rompante, só por causa do umbigo sujo, que vou pra praia, sozinha, assim, passar um final de semana, na madrugada de sexta pra sábado, voltando de domingo pra segunda, pra ver o mar, molhar os pés (e todo o resto) na água salgada, mesmo que chova, e caminhar na areia, e ler, e ouvir algumas das vinte mil músicas do iPod, e pensar na vida, tirar foto com a câmera no tripé que comprei há quase um ano e nunca usei, comer bem, beber um vinho ou uma cervejinha, ver uns três ou quatro filmes, dormir na rede, recarregar as baterias, e descobrir por onde é que eu andava este tempo todo.

12 de julho de 2010

Eu quero um desses pra mim

Melhor que beijar a taça

Após levantar a taça do Mundial 2010, o goleiro e capitão da equipe espanhola, Iker Casillas, estava concedendo uma entrevista para sua noiva, Sara Carbonero, uma das mais famosas repórteres esportivas da Espanha.

‘Quero agradecer a quem me apoiou sempre. Aos meus pais, ao meu irmão…’, balbuciou Casillas, perdendo momentaneamente a fala. Percebendo que o noivo não estava conseguindo conter a emoção, Sara tentou acalmá-lo e mudar o rumo da entrevista.

Porém Casillas não lhe concedeu essa oportunidade e, calando todos os críticos que disseram que a presença dela na Copa o desconcentrava, a beijou ao vivo sob os olhos do mundo inteiro, dizendo: ‘Agradeço-te’.

Porque ser o capitão da melhor seleção do mundo e ser eleito o melhor goleiro da Copa não basta.


É preciso ser homem.



7 de julho de 2010

Pará, Paratii

É, eu amo viajar. Verdade, adoro aeroporto, avião. Não, nem sempre eu quero ir. Sim, eu hoje não queria vir. Preferia meus dez, quinze minutos de revezamento na UCO. Biscoito de chocolate e Menthos escondido. Sudoku, iPod, planilhas e contas a pagar. O barulho do salto no chão, o cheiro de álcool gel. Sempre disse que a distância potencializa a saudade, principalmente quando a gente queria mesmo era estar em outro lugar. E o Pará é looooooooonge.............
Enfim, na revista da companhia aérea, a reportagem era sobre o Amir Klink. Adivinha de quem me lembrei?
Te mando um abraço apertado, um beijo doce, um cheiro no cangote, um carinho nas costas. Pra você e pressas moças que ficaram aí achando bom de dividir meus quinze minutos por três, e melhorar este revezamento. Pra você e pra elas, que agora têm que me aguentar ligando duzentas vezes por dia, pra ouvir a mesma história em três versões diferentes, atualizadas a cada meia hora. Até amanhã, boa noite, durma bem.
Escrevi um monte de coisa sem nexo, né? É que desta vez eu nem consegui chorar direito. Deve ser o ar seco de BH. Ou o calor do Pará.