30 de agosto de 2010

Ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar

Beijo de novela, filme de desenho animado, comercial de celular, até vai. Agora, propaganda eleitoral já é demais, né não?


17 de agosto de 2010

Ah! Mar!

Mini-férias. A vontade de ver o mar, sentir o sal, o sol, a areia nos pés. O corpo, e mais que ele, a cabeça, que pede calma. Alma. Descanso. Respiro. Sossego. A vontade de ir assim, sozinha mesmo, são só dois dias, não dá nem tempo de sentir falta de alguém, já passei tanto tempo maior que isso sem companhia, visitei tantas cidades e museus e parques e cinemas e lojas e praças e restaurantes e ruas e hotéis assim, sozinha, mas porque as pessoas não sabem ficar sozinhas? Digo: nem sempre é bom o tempo todo, mas é ótimo a maior parte do tempo. Desta vez foi perfeito. O tempo todo. Um investimento que não é pouco, mas que não me deixa mais pobre, e vale cada centavo. Um ônibus vazio, vazio pro aeroporto – só eu e o motorista, olha só (nunca tinha visto isso antes). Um vôo rápido, uma hora pra ir, uma hora pra voltar, se não atrasasse. Mas cada segundo vale. Caminhar na praia, água de coco, as ondas que vão e as que vêm, cochilar na rede, música, filme, poesia, comer, dormir, pensar em tudo ou não pensar em nada, vagalume. Dançar na areia sem música com a câmera apoiada no tripé (não, moça, obrigada, não precisa bater uma foto pra mim, eu tô me divertindo é tirando as fotos, bem menos que aparecendo nelas), os recursos recém descobertos da máquina fotográfica pouco explorada, a luz, as cores, o vento. Noite estrelada, madrugada de chuva pra embalar os bons sonhos, o céu azul sem nuvem alguma durante o dia, o sol morno do inverno da Bahia, e ele, o mar. Ah, mar!
Preciso fazer isto mais vezes.