30 de setembro de 2010

Overdose de Youtube

Porque o Lucas me lembrou o tanto que esta música é boa e o tanto que este clipe é fofo.

Ueba!



Completamente Apaixonada

Eu já tinha ouvido falar. Faz tempo. Uns 2, 3 meses talvez. Me programei pra ver e tudo, mas quando fui, tinha saído de cartaz. Deve ter ficado tipo uma semana. Filme em BH às vezes é assim mesmo. Tem vinte salas passando Crepúsculo, e enquanto isso quem não quiser assistir, que não vá ao cinema.
Enfim, O Pequeno Nicolas voltou. E é lindo, lindo, lindo. A abertura é sensacional. Os desenhos, o papel, a música. O filme é lindo mesmo, esteticamente inclusive. A casa do Nicolas, a cozinha da casa, o quarto, o jardim, a cidade, os carros, as roupas, a escola. As crianças são demais. Os diálogos, a história, graça das coisinhas dos meninos, dos planos, da imaginação, e as câmeras que filmam sempre de baixo pra cima... E o Nicolas! Ah! Eu quero um desses pra mim!

13 de setembro de 2010

Enquanto o Galo não engrena...


Olha que orgulho! Quando eu tava lá, o Cesena era da série C do campeonato italiano... Tive que rodar a cidade inteira e chegar até depois de onde Judas perdeu as meias pra conseguir comprar as camisas do time da minha città! E agora: tcharam!!

Ainda por cima é preto e branco!!




Por Rafael Maranhão
Direto de Cesena, Itália

Foram 19 anos de espera. Quase duas décadas longe da Primeira Divisão. Da última vez que o Milan havia visitado Cesena, o astros em rubro-negro eram holandeses e chamavam-se Gullit, Rijkaard e Van Basten. Por isso, neste domingo, a pequena cidade da Emilia-Romagna acordou em festa. Se a Itália queria ver o novo Milan de Robinho e Ibrahimovic, acabou assistindo a um brilhante Cesena, que venceu por 2 a 0, na primeira partida de Serie A que o Estádio Dino Manuzzi abrigou desde 1991.

Jornais estampam euforia em suas capas após vitória sobre o Milan. O clima na véspera era comedido. Ruas vazias até poucas horas antes da partido, quando houve uma invasão de torcedores do Milan ansiosos pela estreia do ex-ídolo do rival Inter, o sueco Zlatan Ibrahimovic, e o chamado "quarteto de ases" com os brasileiros Ronaldinho, Alexandre Pato e Robinho - o único que começou no banco de reservas. Já o domingo ensolarado foi de muita gente sorridente pelas ruas do centro histórico.

– É maravilhoso. Nós esperamos muitos anos por esse momento. E eu ainda disse que nós iríamos vencer por 2 a 0. Já tínhamos surpreendido o Roma na primeira rodada, agora foi o Milan – disse o torcedor Denis, lembrando o 0 a 0 com a equipe da capital italiana no retorno à Serie A.

O clima de euforia está na capa dos jornais de Cesena. O "La Voce di Romagna" diz que "o Milan dos superases foi asfaltado" por um "Cesena lendário", que, ao menos por uma noite, pode sentir o gosto de estar no topo da tabela. Na verdade, um erro até compreensível do jornal, já que o líder após os jogos de sábado, pelo saldo de gols, era o Cagliari, que fez 5 a 1 no Roma.

Robinho estreou com atuação discreta. No caderno de esportes, o jornal brinca novamente com os ases das cartas do baralho, expressão usada primeiramente pelo próprio Milan para descrever seu ataque após as contratações de Robinho e Ibrahimovic: "O pôquer de ases era um blefe".

O "Corriere Romagna" e o "Resto del Carlino" foram um pouco menos criativos. O primeiro destaca que um "fantástico Cesena bateu o Milan" enquanto o segundo diz que o Cesena "varreu o Milan". Os jogadores mais festejados foram os autores dos gols da vitória sobre os rossoneri: o grandalhão albanês Erjon Bogdani e o pequenino italiano Emanuele Giaccherini.

– Essa vitória foi como um sonho. Nós esperamos durante longo tempo pela chance de jogar novamente em frente aos nossos fãs pela Serie A. E fazer isso justamente com uma vitória sobre o Milan é incrível. Mas temos que manter os pés no chão. Temos um longo campeonato pela frente – disse Giaccherini.

A festa em Cesena continua ao menos até o domingo, quando o time entra em campo novamente no Estádio Dino Manuzzi para enfrentar o Lecce.

8 de setembro de 2010

Autoestima

Recebi um e-mail hoje de uma amiga minha que, sério, merece ser partilhado. Eu até já tinha visto o vídeo antes, mas, assim, com esta introdução, eu, que já não tinha rido pouco, ri quinze vezes mais:

Gente,
Eu sei (e quem me conhece tb sabe) que eu tenho um pequeno problema de autoestima. Mas, assim, por um lado, é até bom, né? Evita que eu faça coisas deste tipo:

As minhas composições aos oito anos eram beeem melhores... E a interpretação... Bem... Nesta eu confesso, a moça aí ganha!

Parque das Mangabeiras


Quando a gente era pequena, cada final de semana era um passeio diferente: Mackenzie, Parque Mangueiras, Praça da Liberdade, Praça do Papa, Parque das Mangabeiras, cachoeira em Rio Acima, zoológico, Museu de Arte da Pampulha, Parque Municipal...
Confesso que de todos estes, o que eu menos gostava era o Parque das Mangabeiras. Não que eu não gostasse. Mas é que se eu pudesse escolher sempre, acho que lá não seria a minha primeira escolha. Não tinha lugar pra nadar, o piso não era bom pra andar de bicicleta nem de patins, não tinha tobogã pra descer sentada no saco, nem minhocão, nem carrinho de bate-bate, nem trem fantasma, nem nada. Tá, tinham as trilhas, que eram super legais. As nascentes, as quadras, as pistas de skate. Os bichos que a gente via pelo caminho. Tinha o teatro de arena, que às vezes tinha uma peça bacana. Tinha a cama elástica, claro, com um monitor que no final punha a gente deitada com as mãos na barriga, dava um pulão pra gente voar e pegava a gente no ar, que dava um frio na barriga e era das coisas mais divertidas do mundo. E lembro também de uma vez que tinha um castelo do He-Man montado na Praça das Águas, com uns labirintos e tal, mas lembro de longe, assim, e lembro que eu achei tão legal, que eu queria até lembrar melhor. Mas enfim, o que eu lembro era que mesmo com todos estes atrativos, o Parque das Mangabeiras nunca foi meu passeio preferido de fim de semana.
Dia desses, no fim de semana, acordei cedo e o dia tava lindo. Porque se o ar seco pode ter uma vantagem, a vantagem é essa: a garganta arranha, mas os dias são lindos. De um céu tão azul que chega a ser falta de educação. Resolvi ir matar as saudades do parque, assim, uns vinte anos depois de não ter voltado mais lá. Neste dia, preferi ouvir as folhas das árvores no silêncio do vento aos meninos quando jogam bola no clube. Escolhi ver o azul do céu com o verde das árvores, ao invés do azul da piscina olímpica. E sentir o cheirinho de mato, que não é como o cheiro do mar, mas também faz um bem danado!
Tão bom lembrar dessas coisas tão simples, e tão boas, e que estão tão perto, a cinco minutos de carro ou guardadas num cantinho da memória, e que a gente esquece...

3 de setembro de 2010

Eu de novo

Não tem jeito. Já tou eu aqui, de novo, escrevendo, escrevendo, escrevendo, escrevendo o que eu passei a semana toda ensaiando dizer, repetindo pra mim, falando sozinha, decorando, pra ver se assim eu esqueço, eu finjo que já falei, eu entrego, eu descarrego, eu sossego. É que eu já vi esse filme com direito a replay um milhão de vezes. Eu já sei o que acontece no final. Eu já sei direitinho o que acontece no fim da história, e não gosto nem um pouco dele. Mas não sei porque, não consigo apertar o stop. E fico aqui, vendo o mesmo filme, de novo. Acho que é porque eu não gosto do fim da história, mas da história eu gosto. E gosto tanto, que vejo de novo pensando que vai que mudaram o fim da história, hein? Vai que desta vez o final do filme é outro? Mas não. E às vezes eu nem percebo que o filme acabou, e continuo assistindo, esperando o final, beeem depois dos créditos...
Desta vez não. Chega, stop. Alguma coisa eu tenho que aprender. Alguma hora eu tenho que aprender. Não é assim que eu quero, não é isso que eu quero. Vamos combinar o seguinte: eu não te procuro mais, prometo, tento, juro que vou conseguir, mas você também não, ok? Pelo menos não até que seja só sim, sim, sim. Enquanto for talvez, depois, me dá um tempo, estou confuso, você sabe, é não. Combinado? Se for sim um dia, só sim, tudo sim, sempre sim, aí sim. Mas tem outra coisa: eu não posso ficar aqui, parada, esperando o sim, enquanto ainda existir o talvez, o depois, me dá um tempo, estou confuso, você sabe. Pra mim, a partir de agora é não. De hoje em diante, eu vivo assim: é não. E você trate de não achar ruim pelo que pode acontecer nesse meio-tempo, se um dia você resolver que é sim. Porque você está confuso e quer um tempo, e eu te dou todo o tempo do mundo, até porque não me resta outra opção, mas eu também não tenho tempo a perder. Eu já perdi demais.
Já fiz tudo o que eu podia, mais do que devia. Eu quero você, você sabe, eu já disse. Eu gosto muito de você, você sabe, eu já disse. Eu tenho muita coisa pra viver com você, você sabe, eu já disse. Você também já disse muito. E eu gostei muito do muito que você já disse. Eu acredito em você, acredito em nós dois, acredito que realmente vale a pena. Mas eu não posso ter esta certeza sozinha. Eu preciso que você também queira, e que você acredite. E mais do que você queira, que você acredite e que você diga, eu preciso que você seja. Porque a gente é muito mais as nossas escolhas e o que a gente faz com elas, do que o que a gente sente ou o que a gente diz. Quase sempre.
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Sem mais.

Daqui.