Me pediram um favor. Um serviço rápido. Um negócio que só eu posso fazer, porque depende de um histórico que só está na minha cabeça, em nenhum outro lugar. Já deve ter um mês. E não consigo. Não consigo. Porque eu chego em casa, depois de passar o dia todo ou a semana toda na frente do computador, e não quero continuar na frente do computador, não quero continuar na frente do computador trabalhando. Quero ouvir música, ler blogs, livros, e-mails, ver filmes, vídeos, peruar por aí, tomar banho, comer, dormir. Quero sair pra bater papo e tomar uma cervejinha, ir pro clube, ao cinema, um pub com show de rock, um sambinha. Fim de semana no Rio, fim de semana em Ouro Preto, fim de noite na minha cama.
Hoje não tem escapatória. Não adianta desviar a cabeça, viajar na maionese, inventar história. Volta, Ana. Senta aqui e acaba com isso de uma vez, que pelo menos você fica livre.
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(suspiro)
Um comentário:
Vivo pendurado em pendência, acumulo outras. Um varal, bandeirolas de compromissos, coisas começadas, interrompidas, olhando e piscando. Mas a vida não é mais? Então vamos à vida.
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