
Nos encontros e desencontros do meu caminho, na mania de pensar na vida e em tudo, e de querer entender e explicar tudo, acabei tendo aqui algumas certezas, que prefiro chamar de teorias. É claro que eu não sei de tudo (na verdade, eu não sei mesmo é de nada!), posso estar redondamente enganada e descobrir que é tudo bobagem amanhã, daqui a um ano, daqui a vinte anos, ou nunca na vida... Ou posso estar certa. Fato é que, por tudo que já vivi e senti até hoje, é exatamente assim que eu penso.
Uma das minhas teorias preferidas é sobre a medida do amor e os relacionamentos. Pra mim, não existe outra razão no mundo para duas pessoas não estarem juntas, a não ser uma delas não amar o outro o bastante. Mas não amar o bastante não significa necessariamente amar pouco. Amar o bastante pode ser amar pouco. Mas também pode ser amar muito. Ou amar demais. O bastante, na verdade, é o suficiente. E o suficiente é relativo. Depende das dificuldades que cada relacionamento apresenta em determinado momento. Depende do tamanho do amor que é necessário para superar estas dificuldades naquele momento.
É mais ou menos assim: para encher um copo de água, um balde é o bastante. É até muito. É suficiente. Mas para encher uma caixa d’água, um balde é pouquíssimo, é quase nada, não é o bastante. Tudo depende do tamanho do recipiente que você tem que encher, e do tanto de água que você tem pra colocar dentro dele.
Meu pai sempre diz que para os relacionamentos durarem não há que se ter vontade, há que se ter boa vontade. Uma amiga minha diz que para qualquer relacionamento funcionar, tem que ter disposição, das duas partes. É muito fácil amar e estar junto quando está tudo bem, quando não há nada para atrapalhar. A boa vontade e a disposição são importantes exatamente quando as coisas não estão lá como deveriam, ou como gostaríamos, por qualquer razão que seja. É muito fácil manter o relacionamento quando não existe nenhum problema, ou quando os problemas são pequenos, e terminar quando ele demanda um pouco mais de esforço de uma das partes, ou na maioria das vezes, das duas. Dificuldades sempre vão existir, às vezes mais, às vezes menos. E a boa vontade, ou a disposição, será necessária exatamente na hora em que as dificuldades forem maiores. É aí que amar, amar pouco, amar muito ou amar demais fica relativo. Porque só adianta se o amor das duas partes for, independentemente do tamanho, o bastante.
“Me desculpa, mas não existe medo que seja maior que um sentimento. Não existe timidez que seja mais forte que uma declaração de amor. Não existe distância que deixe uma relação morrer se as duas pessoas querem ficar coladinhas. Não existe estou-dividido-entre-ela-e-você. Quem gosta pode se perder, mas sempre vai saber pra onde quer voltar.” Clarissa Corrêa
“O amor vai até onde tem que ir. Até onde os dois quiserem. Até onde se propuserem a lutar. O amor dura para os fortes, para os que não têm medo de passar por obstáculos, por rotina, por empecilhos, por dificuldades e, também, por infinitas alegrias.” Clarissa Corrêa
Um comentário:
O pior e quando se vai e acaba e não indo!!! ... Sabe quando sai mas não sai... E dai fica te perseguindo??!! ....... Acho que falar de regime e melhrok kkkkk. Bjus!
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