... máscaras de oxigênio cairão automaticamente. Coloque primeiro a sua, e depois ajude quem estiver do seu lado. Coloque primeiro a sua. Primeiro a sua máscara. Primeiro a sua.
Minha irmã me lembra disso o tempo todo. Eu tento me lembrar disso o tempo todo. Às vezes me esqueço. Às vezes me lembro e acho difícil. Às vezes consigo. Primeiro a minha. Não, pensando bem, não é tão difícil assim.
Às vezes eu respeito demais. Mesmo. Às vezes acho que falar só te afasta mais de mim. Às vezes acho que você precisava mesmo é de uma boa sacudida e uns tabefes na cara, pra ver se acorda. Whisky nem sempre combina com abobrinha.
Você me olha diferente e eu adoro. E fico te olhando de volta, que acho a coisa mais gostosa do mundo esta brincadeira de olhar, de conversar sem falar. De provocar. É, eu gosto de te provocar.
Você me fala um monte de frases soltas e sem sentido, mas que com certeza significam, e eu fico tentando entender. Construo as minhas histórias com as suas palavras da forma que é mais conveniente pra mim, confesso, e você, quando diz que não tem nada e que não é pra eu perder meu tempo com você, bem que deixa. Eu te pergunto outra vez e você desconversa, e eu finjo que tudo bem, mesmo sendo a pessoa mais curiosa do planeta. Eu nunca perdi meu tempo com você.
E depois que passa, quem finje que tudo bem é você, que volta pra sua indiferença aparente, e continua passando pelos dias exatamente como antes, como sempre, como se nenhum olhar ou frase dita tivessem importância, como se fosse tudo ilusão.
Mas, sabe, a vida é dura pra quem é mole, você já ouviu e você mesmo disse.
Eu não ocupo muito espaço. Ocupo o espaço certo. E se ele é assim tão grande, mesmo sendo eu tão pequena, te digo, é exatamente o que você ocupa em mim também.
É preciso saber calar, mas sem perder a voz. É preciso saber escutar, mas lembrando que ouvido de ninguém é penico.
Primeiro a minha máscara.
Minha irmã me lembra disso o tempo todo. Eu tento me lembrar disso o tempo todo. Às vezes me esqueço. Às vezes me lembro e acho difícil. Às vezes consigo. Primeiro a minha. Não, pensando bem, não é tão difícil assim.
Às vezes eu respeito demais. Mesmo. Às vezes acho que falar só te afasta mais de mim. Às vezes acho que você precisava mesmo é de uma boa sacudida e uns tabefes na cara, pra ver se acorda. Whisky nem sempre combina com abobrinha.
Você me olha diferente e eu adoro. E fico te olhando de volta, que acho a coisa mais gostosa do mundo esta brincadeira de olhar, de conversar sem falar. De provocar. É, eu gosto de te provocar.
Você me fala um monte de frases soltas e sem sentido, mas que com certeza significam, e eu fico tentando entender. Construo as minhas histórias com as suas palavras da forma que é mais conveniente pra mim, confesso, e você, quando diz que não tem nada e que não é pra eu perder meu tempo com você, bem que deixa. Eu te pergunto outra vez e você desconversa, e eu finjo que tudo bem, mesmo sendo a pessoa mais curiosa do planeta. Eu nunca perdi meu tempo com você.
E depois que passa, quem finje que tudo bem é você, que volta pra sua indiferença aparente, e continua passando pelos dias exatamente como antes, como sempre, como se nenhum olhar ou frase dita tivessem importância, como se fosse tudo ilusão.
Mas, sabe, a vida é dura pra quem é mole, você já ouviu e você mesmo disse.
Eu não ocupo muito espaço. Ocupo o espaço certo. E se ele é assim tão grande, mesmo sendo eu tão pequena, te digo, é exatamente o que você ocupa em mim também.
É preciso saber calar, mas sem perder a voz. É preciso saber escutar, mas lembrando que ouvido de ninguém é penico.
Primeiro a minha máscara.
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2 comentários:
Aninha, sensacional isso!!! Adorei. Sou exatamente assim. Parabens pelos textos... Um beijo, Fabiola.
Ei Ana!!
Adorei isso aqui!! :)
Primeiro a minha máscara, vou guardar isso na minha cabeça!!
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