Porque se não vai por bem, vai por mal.
Trânsito. De novo ele.
Sábado minha irmã contou uma historia da irmã de uma amiga de uma amiga dela que, aos vinte anos, foi atravessar a rua na frente de um ônibus, o carro na outra pista não viu, ela foi atropelada e morreu. Ok. Se ela foi atravessar a rua na frente do ônibus, ela estava errada. Todo mundo sabe que a gente não atravessa a rua na frente de ônibus. Mas talvez, se o carro que a atropelou estivesse um pouco mais devagar, ela não tivesse morrido. Porque todo mundo sabe também que as pessoas não precisam andar, dentro da cidade e onde há pedestres pra todos os lados, na velocidade em que andam.
Hoje eu tava chegando na obra, e a rua do escritório é estreita. Param carros dos dois lados. E é mão dupla. Se vier carro dos dois lados, um tem que parar pro ouro passar. Embiquei na garagem, liguei pro encarregado abrir o portão pra mim, porque eu não tenho a chave do cadeado. É coisa de um minuto. Dois, no máximo. E justamente neste meio-tempo de abrir o portão da garagem e eu entrar com o carro, um imbecil começou a buzinar atrás, porque ele queria passar, mas como a rua é estreita, ele tinha que esperar. Ele deu uma buzinadinha, eu respondi com uma buzinadinha igual. Ele deu duas buzinadinhas, eu respondi com duas buzinadinhas iguais. Ele deu uma buzinadona, eu respondi com uma buzinadona igual. Ele sentou a mão na buzina, eu comecei a rir. Até que ele desceu do carro e me perguntou como ele ia passar. Eu respondi que bastava ele esperar um minuto, que eu ia entrar na garagem, aí ele passava. Ele disse que se eu ia entrar na garagem, era pra eu chegar o carro pra frente (o capô do meu carro já estava colado ao portão). Respondi que se eu chegasse o carro pra frente, bateria no portão. Ele me mandou bater no portão. Mandei bater na traseira do meu carro, então. E disse que queria ver o que demorava mais. E que esperar dois minutos não ia fazer tanta diferença na vida dele, a menos que ele fosse tirar o pai da forca, o que não era o caso. O encarregado abriu o portão, eu entrei, ele passou. Pronto. Doeu?
Eu já tive o pé bem pesado. Apressadinha. Não demorou pra eu aprender que correr ou perder a paciência não faz a menor diferença no fim das contas.
Adianta chegar dois ou cinco minutos antes e ficar estressada, com dor de estômago de ansiedade, ser mal educada com as pessoas e ainda colocar em risco a vida de outras? Não vale a pena. Adianta não deixar as pessoas entrarem, passarem, estacionarem, atravessarem, quando elas sinalizam e pedem com educação? Também não adianta. Mas se vem um engraçadinho enfiando o carro na frente, ignorando a função da seta, ou metendo a mão na buzina, ah, aí é até com fins educativos, eu não deixo mesmo.
Sábado minha irmã contou uma historia da irmã de uma amiga de uma amiga dela que, aos vinte anos, foi atravessar a rua na frente de um ônibus, o carro na outra pista não viu, ela foi atropelada e morreu. Ok. Se ela foi atravessar a rua na frente do ônibus, ela estava errada. Todo mundo sabe que a gente não atravessa a rua na frente de ônibus. Mas talvez, se o carro que a atropelou estivesse um pouco mais devagar, ela não tivesse morrido. Porque todo mundo sabe também que as pessoas não precisam andar, dentro da cidade e onde há pedestres pra todos os lados, na velocidade em que andam.
Hoje eu tava chegando na obra, e a rua do escritório é estreita. Param carros dos dois lados. E é mão dupla. Se vier carro dos dois lados, um tem que parar pro ouro passar. Embiquei na garagem, liguei pro encarregado abrir o portão pra mim, porque eu não tenho a chave do cadeado. É coisa de um minuto. Dois, no máximo. E justamente neste meio-tempo de abrir o portão da garagem e eu entrar com o carro, um imbecil começou a buzinar atrás, porque ele queria passar, mas como a rua é estreita, ele tinha que esperar. Ele deu uma buzinadinha, eu respondi com uma buzinadinha igual. Ele deu duas buzinadinhas, eu respondi com duas buzinadinhas iguais. Ele deu uma buzinadona, eu respondi com uma buzinadona igual. Ele sentou a mão na buzina, eu comecei a rir. Até que ele desceu do carro e me perguntou como ele ia passar. Eu respondi que bastava ele esperar um minuto, que eu ia entrar na garagem, aí ele passava. Ele disse que se eu ia entrar na garagem, era pra eu chegar o carro pra frente (o capô do meu carro já estava colado ao portão). Respondi que se eu chegasse o carro pra frente, bateria no portão. Ele me mandou bater no portão. Mandei bater na traseira do meu carro, então. E disse que queria ver o que demorava mais. E que esperar dois minutos não ia fazer tanta diferença na vida dele, a menos que ele fosse tirar o pai da forca, o que não era o caso. O encarregado abriu o portão, eu entrei, ele passou. Pronto. Doeu?
Eu já tive o pé bem pesado. Apressadinha. Não demorou pra eu aprender que correr ou perder a paciência não faz a menor diferença no fim das contas.
Adianta chegar dois ou cinco minutos antes e ficar estressada, com dor de estômago de ansiedade, ser mal educada com as pessoas e ainda colocar em risco a vida de outras? Não vale a pena. Adianta não deixar as pessoas entrarem, passarem, estacionarem, atravessarem, quando elas sinalizam e pedem com educação? Também não adianta. Mas se vem um engraçadinho enfiando o carro na frente, ignorando a função da seta, ou metendo a mão na buzina, ah, aí é até com fins educativos, eu não deixo mesmo.
Um comentário:
Adorei. Concordo com tudo. E descobri que você é de briga.
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