15 de agosto de 2009

Como a primeira vez

Quando fiz curso de história e crítica de cinema, tinha um professor que falava que morria de inveja de quem nunca tinha visto Casablanca ou E o vento levou. Porque estas pessoas iam ter o prazer de assistir a estes filmes pela primeira vez, coisa que ele não teria mais. Porque as coisas, quando acontecem pela primeira vez, têm um impacto diferente, têm um sabor diferente, têm uma emoção diferente. E eu que até concordo. Na época, super concordei. E depois desta, sempre que alguém comenta sobre alguma coisa parecida, eu me lembro deste professor. Como quando outro dia minha avó contou que tinha comido um bombom, ficou com vontade de comer outro, comeu outro, mas depois se arrependeu, porque o segundo não teve a graça do primeiro.
Mas hoje eu discordei disso tudo. Porque eu fui ver um show que eu já tinha visto - cinco anos atrás. The Beatles Songs, da Cia Filarmônica de São Paulo. E, sério mesmo, eu não lembrava como é bom!
E aí eu decidi que eu quero sempre assim: as coisas têm que ter graça sempre, na primeira ou na milésima vez. Como o frio na barriga e o coração disparado do começo de namoro, mesmo depois de anos de relacionamento.

4 comentários:

Lu_menininha disse...

o q me traz essa sensação eh cirque du soleil e coca-cola. cada primeiro gole é tao bom, mas tão bom que eu sempre penso: nossa! q coisa maravilhosa!
acho q eh vicio.

.lucas guedes disse...

também quero sempre assim...

Anônimo disse...

nao vi nem um nem outro. rs

Eduardo Arau disse...

Muita coisa para ver e eu gosto de rever, assim como gosto de reler Borges, Pessoa, Cortázar, e Machado. Sou um nostálgico crônico.