Desde menina ela era feita de sonhos. Sonhos doces e cor de rosa, como eram os sonhos de uma menina.
Ela enchia seus sonhos de flores, como as que ela fazia junto à sua assinatura de letras redondas e bem desenhadas: um caule envergado, uma bolinha no miolo, cinco pétalas, uma folhinha, numa graminha ziguezague no papel. E essa era bem a imagem do que ela era: menina doce, cor de rosa, flor delicada, que exalava seu perfume no ar, cativando como o canto da sereia quem era capaz de senti-lo, contagiando com seus sonhos, enfeitiçando com sua beleza. Mas era plantada na terra, com suas raízes, com os pés no chão. Desconfiada, mais de si mesma do que dos outros.
Talvez o que lhe faltava era exatamente essa certeza de que ela era assim, linda, única, especial. Talvez ela soubesse de tudo isso – acredito que sabia, já que ninguém era capaz de esconder o amor que ela provocava.
Ela cresceu, por fora, correndo feito barata tonta atrás dos seus sonhos de menina que ainda moravam na sua cama de mulher. E como num passe de mágica, como num filme, os sonhos se tornaram realidade, assim, de uma vez só.
Não foi por sorte, por presente dos céus, nem por conspiração do universo. Foi porque ela fez assim. Simples. Procurou a terra mais fértil, preparou o terreno, plantou as sementes, regou, cuidou, esperou as flores crescerem. E agora ela não enche mais seus sonhos de flores, ela tem um jardim. Um jardim de verdade. Um jardim igualzinho ao dos seus sonhos, o mais bonito e cor de rosa, que mesmo de longe perfuma os dias de quem pode conhecê-lo.
Ela enchia seus sonhos de flores, como as que ela fazia junto à sua assinatura de letras redondas e bem desenhadas: um caule envergado, uma bolinha no miolo, cinco pétalas, uma folhinha, numa graminha ziguezague no papel. E essa era bem a imagem do que ela era: menina doce, cor de rosa, flor delicada, que exalava seu perfume no ar, cativando como o canto da sereia quem era capaz de senti-lo, contagiando com seus sonhos, enfeitiçando com sua beleza. Mas era plantada na terra, com suas raízes, com os pés no chão. Desconfiada, mais de si mesma do que dos outros.
Talvez o que lhe faltava era exatamente essa certeza de que ela era assim, linda, única, especial. Talvez ela soubesse de tudo isso – acredito que sabia, já que ninguém era capaz de esconder o amor que ela provocava.
Ela cresceu, por fora, correndo feito barata tonta atrás dos seus sonhos de menina que ainda moravam na sua cama de mulher. E como num passe de mágica, como num filme, os sonhos se tornaram realidade, assim, de uma vez só.
Não foi por sorte, por presente dos céus, nem por conspiração do universo. Foi porque ela fez assim. Simples. Procurou a terra mais fértil, preparou o terreno, plantou as sementes, regou, cuidou, esperou as flores crescerem. E agora ela não enche mais seus sonhos de flores, ela tem um jardim. Um jardim de verdade. Um jardim igualzinho ao dos seus sonhos, o mais bonito e cor de rosa, que mesmo de longe perfuma os dias de quem pode conhecê-lo.
2 comentários:
Isso é que é amiga!!! Parabéns pra ela né?
Saudades....
É porque tudo que eu fizer, eu vou tentar melhor do que já fiz, esteja meu destino onde estiver, eu vou buscar a sorte e ser feliz.
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