Se a gente acordar todo dia e acreditar que vai ser um ótimo dia, pode apostar, a vida vai ser cada dia melhor.
Mesmo que já esteja ótima.
26 de dezembro de 2009
24 de dezembro de 2009
All I Want For Christmas
Eu tinha escrito um outro texto pra postar aqui.
Desisti.
Resolvi colocar um vídeo. De um filme bobo, mas lindo, lindo, lindo, alegre, feliz. Que dá vontade de cantar. Que dá vontade de dançar.
Não aguento quando o Youtube diz que A incorporação foi desativada mediante solicitação... Aí só me resta colocar o link mesmo. Mas perde metade da graça...
Enfim, Feliz Natal!!
Desisti.
Resolvi colocar um vídeo. De um filme bobo, mas lindo, lindo, lindo, alegre, feliz. Que dá vontade de cantar. Que dá vontade de dançar.
Não aguento quando o Youtube diz que A incorporação foi desativada mediante solicitação... Aí só me resta colocar o link mesmo. Mas perde metade da graça...
Enfim, Feliz Natal!!
20 de dezembro de 2009
19 de dezembro de 2009
O dia que Júpiter encontrou Saturno
Passou o percurso inteiro olhando para ela. Tentou ser discreto. Uma mulher pode ter dúvidas sobre estar sendo admirada ou perseguida. Jurou que ela correspondia. Pensou que, se os dois descessem na mesma estação seria um sinal divino de que deveriam se conhecer. E claro, trepar. E então, quando a voz anunciou “Estação Paraíso”, os dois se levantaram juntos. Juntos mesmo, como não conseguiriam se tivessem combinado. Juntos de forma que arrancariam aplausos dos demais passageiros, se eles não estivessem ocupados demais fazendo nada. Ela imaginou que filme ele gostaria de ver. Ele reparou nas pernas dela.
Caminharam para a mesma porta e, nessa hora, os olhares se acharam. E um sorriso escapou. O dela mais contido. O dele saiu como um espirro. Fujão e alto, mesmo sem som algum. Permaneceram ali de frente para a porta, um ao lado do outro, assistindo as paredes do túneis passando sem novidades. Ele imaginava o lugar ideal para a primeira vez dos dois. Tentavam não mover as cabeças, mas lançavam o máximo que um olhar diagonal pode alcançar. Qualquer um que os visse de frente pensaria que eram estrábicos. Com as vistas cansadas, passaram a se olhar através do reflexo da porta. Ela já imaginava se ele era do tipo que gosta de um bom vinho.
O trem parou e eles colocaram o pé direito na plataforma ao mesmo tempo. Fã de esportes que é, ele chegou a escutar os gritos da arquibancada, delirando com a harmonia da equipe. Pensou que o sexo também prometia ser bem sincronizado. Foram andando e tentando ficar lado a lado. Às vezes ela acelerava um pouco. Ele entendia que era um teste de persistência e acelerava até ultrapassá-la. E então diminuía pra ver se ela corresponderia. E ela acelerava até ultrapassá-lo. E assim percorreram a longa plataforma até a última escada de acesso à rua. Ela imaginando qual seria a banda preferida dele. Ele, a posição preferida dela. Na escada rolante ele não caminhou. Nem ela. Ficou parada, dois degraus abaixo dele. Não havia ninguém entre eles. Na verdade, não havia mais ninguém na estação.
A escada terminou e ele virou à direita. Já podia ver a porta. A saída. Seria o fim. Ou o começo?
Ele pensou em olhar pra trás. Desacelerou até que ela pudesse emparelhar-se. E então, percebeu que ela virou à esquerda. A última chance dele era olhar pra trás. Se ela olhasse, sim, iria falar com ela. Senão, pronto, aquela teria sido a história deles.
Mas o que ele falaria? E se ela fosse casada? E se ela fosse casta? E se tivesse voz fina demais? E se fosse bipolar por opção? E se pedisse pra ele parar de andar de skate?
Pensou isso tudo, mas olhou mesmo assim. E novamente, eles acertaram no segundo. Ela olhava. Ela pensava que ele poderia ser um tarado. Ou um carente, que se apaixona pela primeira que vê. Ou poderia morar com os pais. Ou ter um trabalho que exigisse demais. Ou não aceitar a carreira dela.
E quando cada um deles percebeu que a disposição de mudar suas vidas era pequena diante do momento, continuaram seguindo em frente, ainda que os caminhos fossem opostos. Naquele instante, o encontro já exigiria andar para trás. Perdeu a naturalidade. Foi o fim de uma relação intensa e sem briga alguma. Provavelmente, a melhor da vida deles.
Caminharam para a mesma porta e, nessa hora, os olhares se acharam. E um sorriso escapou. O dela mais contido. O dele saiu como um espirro. Fujão e alto, mesmo sem som algum. Permaneceram ali de frente para a porta, um ao lado do outro, assistindo as paredes do túneis passando sem novidades. Ele imaginava o lugar ideal para a primeira vez dos dois. Tentavam não mover as cabeças, mas lançavam o máximo que um olhar diagonal pode alcançar. Qualquer um que os visse de frente pensaria que eram estrábicos. Com as vistas cansadas, passaram a se olhar através do reflexo da porta. Ela já imaginava se ele era do tipo que gosta de um bom vinho.
O trem parou e eles colocaram o pé direito na plataforma ao mesmo tempo. Fã de esportes que é, ele chegou a escutar os gritos da arquibancada, delirando com a harmonia da equipe. Pensou que o sexo também prometia ser bem sincronizado. Foram andando e tentando ficar lado a lado. Às vezes ela acelerava um pouco. Ele entendia que era um teste de persistência e acelerava até ultrapassá-la. E então diminuía pra ver se ela corresponderia. E ela acelerava até ultrapassá-lo. E assim percorreram a longa plataforma até a última escada de acesso à rua. Ela imaginando qual seria a banda preferida dele. Ele, a posição preferida dela. Na escada rolante ele não caminhou. Nem ela. Ficou parada, dois degraus abaixo dele. Não havia ninguém entre eles. Na verdade, não havia mais ninguém na estação.
A escada terminou e ele virou à direita. Já podia ver a porta. A saída. Seria o fim. Ou o começo?
Ele pensou em olhar pra trás. Desacelerou até que ela pudesse emparelhar-se. E então, percebeu que ela virou à esquerda. A última chance dele era olhar pra trás. Se ela olhasse, sim, iria falar com ela. Senão, pronto, aquela teria sido a história deles.
Mas o que ele falaria? E se ela fosse casada? E se ela fosse casta? E se tivesse voz fina demais? E se fosse bipolar por opção? E se pedisse pra ele parar de andar de skate?
Pensou isso tudo, mas olhou mesmo assim. E novamente, eles acertaram no segundo. Ela olhava. Ela pensava que ele poderia ser um tarado. Ou um carente, que se apaixona pela primeira que vê. Ou poderia morar com os pais. Ou ter um trabalho que exigisse demais. Ou não aceitar a carreira dela.
E quando cada um deles percebeu que a disposição de mudar suas vidas era pequena diante do momento, continuaram seguindo em frente, ainda que os caminhos fossem opostos. Naquele instante, o encontro já exigiria andar para trás. Perdeu a naturalidade. Foi o fim de uma relação intensa e sem briga alguma. Provavelmente, a melhor da vida deles.
11 de dezembro de 2009
6 de dezembro de 2009
Contra a Lei de Murphy
Pior que o Flamengo campeão e o Cruzeiro na Libertadores, só o Cruzeiro campeão e o Flamengo na Libertadores.
5 de dezembro de 2009
Conjuntivite
Então. Faz assim. Faz de conta que hoje não é o último dia. É sexta, tem o final de semana, daqui a pouco a segunda tá aí, e começa tudo de novo. Ou então, uma semana, uns quinze dias, uma viagenzinha rápida, como se fossem as férias, não diz que é pra sempre, não pensa que é pra sempre. Eu volto, pode esperar. Fica mais fácil assim, sabia? Tá, eu sei que é mentira, e que as despedidas são necessárias. O novo só vem mesmo quando a gente se desfaz do antigo. Mas é que assim eu não dou conta. Assim eu vou chorar, não quero. Tá, não consigo. Ainda bem que tem essa conjuntivite. Disfarça.
3 de dezembro de 2009
1 de dezembro de 2009
Ela tem gonorréia
- Quando é pra viajar, eu acordo cedo com o dia ainda escuro sem reclamar;
- Eu amo aeroporto, mas só se for pra entrar num avião;
- Tomar chuva sem a preocupação de se molhar é muito gostoso;
- Apagar as luzes e começar o show exatamente na minha vez de buscar cerveja foi um grande erro de timing;
- Foi a coisa mais linda ver tantas luzinhas vermelhas no céu piscando;
- Nunca apanhei tanto na vida (pessoas que medem 1,58 m não foram feitas pra multidões);
- O melhor lugar pra ver o show é no fundo da pista - dá pra enxergar tudo direitinho, mesmo pequenininho, sem um monte de cabeção na frente, dá pra sentir um ventinho no rosto, tem bastante espaço pra dançar e a cerveja é fácil de pegar;
- A expectativa nem sempre é a mãe da decepção;
- Ainda bem que existem cavalheiros bem dispostos a colocar uma dama nos ombros;
- O show foi perfeito, pena que as duas horas em que eles tocaram só duraram cinco minutos;
- Rock'n'roll é bom demais;
- Qualquer striptease pode ser muito divertido;
- Eu amo fogos de artifício;
- Tínhamos um personal paparazzo, mas ainda não tive acesso às fotos pra postá-las aqui;
- O time do Galo é uma vergonha, eu sei, mas mesmo assim eu sou apaixonada, o Galo é lindo, e é de arrepiar ouvir o hino cantado pelos belorizontinos saindo pelos corredores do estádio de outro time, em outra cidade;
- Cheguei do Morumbi na dúvida se colocava minha meia na roupa suja ou na lixeira;
- Tomar chopp no mercado municipal de São Paulo é ótimo, pena que a ressaca só me deixou beber água;
- Nunca comi tanto hamburguer de microondas em tão poucos dias;
- Queria mais bares com chopp Guiness em BH, mas até lá meu bolso agradece;
- A depressão pós viagem às vezes pode começar um pouco antes da hora;
- Minhas panturrilhas doem até hoje, e eu nem lembrava de ter pulado tanto;
- Não tiro da cabeça o refrão ela tem gonorréia, assim, em português, depois de ouvir um amigo cantando e dançando exaustivamente na madrugada das ruas de São Paulo sua versão traduzida de the jack, e rio sozinha quando refaço a imagem na cabeça;
- Bons momentos são pura felicidade;
- O amor é feito de hoje.
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